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Casos de sucesso – Eunice

“Considero que a terapia ocupacional é fundamental para o bem-estar de um idoso em contexto de lar na medida em que a grande maioria dos idosos, neste contexto, não tem uma ocupação através da qual possa canalizar a sua energia, ou mais concretamente, o que lhe resta de forças de vida.

Pela minha experiência de familiar com um idoso num lar, os idosos dividem-se em várias categorias. No entanto, a terapia ocupacional, adaptando-se a cada situação particular do idoso, é benéfica em todas as situações.

A terapia ocupacional responde à principal característica de um idoso num lar, que é o isolamento, dotando-o de um tempo de qualidade em que a falta de significado da vida é concretamente combatida pela presença e pela intervenção especializada.

A depressão, a tristeza e a indiferença, que reconhecemos nas posturas dos idosos, quer em cadeiras de rodas, quer andando pelo seu próprio pé, ou mesmo acamados, atenuam-se significativamente pela actuação do ou da terapeuta ocupacional porque o idoso encontra, nessa intervenção, um tratamento personalizado e uma atenção a si próprio como pessoa única que foi, é e será até ao último dia da sua vida.

Mesmo nos lares mais completos, as equipas de auxiliares e as de enfermagem tratam o idoso de forma despersonalizada porque os objectivos que perseguem são os de assegurar a saúde e o bem-estar ao nível físico mais elementar. Resta toda uma outra dimensão de bem-estar que não é atingida por estes cuidados básicos, apesar de fundamentais. Por conseguinte, estando estes cuidados básicos assegurados, é a terapia ocupacional que “entra em acção” para que o idoso sinta que está a ser cuidado pelo seu nome próprio, que está ali alguém que o acompanha como indivíduo diferente de todos os outros.

Conhecendo a situação como familiar de idoso em lar, recomendo a terapia ocupacional para quem deseje que o idoso a seu cargo tenha menos traços de depressão e de falta de atenção personalizada.

Basta, aliás, que cada um de nós se coloque na pele de um idoso para conseguir perceber a diferença entre estar o dia inteiro praticamente sozinho, fechado no seu mundo que está a acabar (é esta a principal percepção do idoso) e ter tempo de qualidade fornecido por uma terapia, a ocupacional, que molda o seu tempo em termos das suas preferências, dos seus gostos e dos seus desabafos.”

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