Charlie – o “cão-terapeuta” que ajuda pessoas vítimas de AVC

A “bata” do Charlie é dourada em vez de branca, mas também ele ajuda os clientes do centro de Reabilitação North Mississippi Medical Center’s Rehabilitation Institute, nos Estados Unidos da América.

O Golden Retriever com 10 anos de idade e a sua dona, Tricia Goldman, são voluntários no centro uma vez por semana e procuram ajudar pessoas a recuperar de AVCs e outro tipo de disfunções. O diretor do instituto refere que a presença de animais nas terapias não tem apenas como objetivo a distração dos clientes: “Ajuda a melhorar a sua disposição e a sua participação na terapia, tendo-se verificado melhorias funcionais especialmente após o AVC”.

Jack Balty sofreu um AVC há 3 semanas e é cliente do centro. Refere que o tempo que passa com Charlie é entusiasmante, acrescentando “Charlie consegue fazer com que qualquer pessoa se mova mais depressa. Os cães são só coração e também são espertos”.

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A Terapia Assistida por Animais é uma intervenção orientada por objetivos e tarefas específicos. Por exemplo, os terapeutas podem encorajar uma pessoa que foi vítima de AVC, e que apresenta fraqueza generalizada de um dos membros superiores, a dar festas ao Charlie com esse mesmo braço com o objetivo de promover a sua força e funcionalidade. Já as Atividades Assistidas por Animais são mais focadas na recreação e visitação. Os clientes que optam por ter este tipo de sessões referem que é uma ótima quebra da rotina habitual. “Eles não veem como terapia” refere Kendrick, assistente de Terapia Ocupacional, “apenas pensam nisso como um momento com um cão amável e alegre”.

Charlie começou o seu treino para ser um cão de terapia desde que era cachorro e desde então todos os anos faz os testes para verificar se continua apto para as terapias. Tanto Charlie como Tricia Goldman estão registados na Love on a Leash, uma associação não lucrativa que realiza Terapia e Atividades Assistidas por Animais nos Estados Unidos.  Goldman refere que é muito gratificante ver a alegria que Charlie consegue transmitir e provocar nas pessoas que estão a passar por circunstâncias muito difíceis. “Não sou capaz de alterar a situação que estão a vivenciar” refere Tricia. “Mas consigo alterar 15 minutos”.

Charlie está a colaborar com o centro há cerca de um mês, mas a equipa passou um ano a preparar e a criar políticas e procedimentos para incorporar as Terapias Assistidas no instituto. Atualmente Charlie é muito popular na unidade de reabilitação intensiva. “A moral dos clientes melhorou bastante” refere Stefanie, assistente de Terapia Ocupacional.

Saiba mais sobre a associação Love on a Leash aqui.

Texto traduzido e adaptado a partir de Therapy dog brings furry dimension to NMMC Rehab Institute

 

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